Na estréia do Campeonato Brasileiro a despedida de Neymar.

maio 27, 2013 por · Deixar uma resposta 

campeonatobrasileiroNa 1ª rodada do campeonato brasileiro houve uma goleada, bons jogos, jogos ruins e uma despedida.

A goleada foi feita pelo Cruzeiro que atropelou o Goiás por 5 a 0. A raposa começa muito bem o Brasileirão.

No restante dos jogos nada de muita novidade, apesar de alguns times como Grêmio e Coritiba que fizeram boas partidas. Mesmo jogando em seus domínios o Coritiba venceu o Atlético Mineiro por 2 a 1, enquanto o Grêmio venceu com tranqüilidade o Náutico pelo placar de 2 a 0.

Ponte Preta e São Paulo, no Moises Lucarelli, fizeram um jogo ruim, como muitos erros de passe. O tricolor venceu pelo placar de 2 a 0.

O outro jogo que não agradou muito foi o de Santos e Flamengo que foi realizado no Mané Garrincha, em Brasília. O jogo não vai ficar marcado por grandes jogadas ou belos gols. Mas sim, pela despedida do craque Neymar que irá assinar contrato com o Barcelona e já deve se apresentar logo depois da Copa das Confederações.

E no sábado o campeão paulista Corinthians recebeu no Pacaembu, o campeão carioca Botafogo e placar ficou em 1 a 1.

No sábado também, no Novelli Junior, em Itu, o Palmeiras estreou na série B contra o Atlético-GO e venceu pelo placar mínimo, 1 a 0.

Ainda há muita bola para rolar pelos gramados nacionais até o dia 8 de dezembro.

Vasco 1 x 0 Portuguesa

Vitória 2 x 2 Internacional

Corinthians 1 x 1 Botafogo

Grêmio  2 x 0 Náutico

Ponte Preta 0 x 2 São Paulo

Criciúma 3 x 1 Bahia

Santos 0 x 0 Flamengo

Fluminense 2 x 1 Atlético-PR

Cruzeiro 5 x 0 Goiás

Coritiba 2 x 1 Atlético-MG

 

Não podia deixar de dar os parabéns para o E.C. São Bento pelo título da Serie A3 do Paulista. E o título veio sábado após o empate por 1 a 1 contra o Batatais. Ano que vem o time sorocabano jogará a A2 e brigará pelo acesso a principal divisão do estado.

Filme Django Livre – (por Leonardo Campos)

janeiro 24, 2013 por · Deixar uma resposta 

     O estilo das histórias contadas por Quentin Tarantino e o modo como ele conduz suas tramas tornaram o cineasta praticamente um gênero cinematográfico. Com filmes carregados de um violento humor negro, investe em diálogos rápidos, diretos e inteligentes, ou carregados de debates sem importância com o enredo e fazem referências diretas e indiretas à cultura pop e filmes cults, Cultura pop de quando pop era algo bem separado da cultura roqueira, punk, hippie e gótica. Tarantino utiliza muito a exploração cinematográfica de um nicho cultural de forma exagerada ou até absurda.

     Em “Django Livre” Tarantino mixacultura pop afro-americana com os westerns spaghetti e situa sua história no sul dos EUA a poucos meses da Guerra Civil local, colocando os escravocratas como a grande “figura de autoridade” a ser combatida pelos afro-americanos através da violência.

     Djangoé um personagem essencialmente quieto, até por ser da natureza do protagonista de um Western fazer mais do que falar, referenciando, por exemplo,ao personagem de Clint Eastwood na Trilogia dos dólares (Por um punhado de dólares, Por uns dólares a mais e Três homens em conflito ou O bom, o mau e o feio), o Homem sem Nome  ou Blondiee, ao mesmo tempo, referenciando o ícone da cultura afro-americana dos anos 70 John Shaft, do filme pop Shaft (1971), personagem que dá nome ao filme protagonizado por Richard Roundtree, tornando o trabalho de construção do personagem mais físico para Jamie Foxx e mais visual para Tarantino. Fazendo de Django um personagem de guerreiro solitário em busca de sua donzela em perigo das garras do vilão malfeitor.

     O plano de fundo da casa do “sinhozinho” interpretado por Leonardo DiCaprio pode ser bem caracterizado como do clássico …E o Vento Levou (1939), que se passa durante a guerra civil e Samuel L. Jacksonremete a uma versão masculina e maquiavélica da Mammy, do clássico de 1939.

     Toda filme remete a filmes e arquétipos já definidos em filmes de westerns, não apenas os spaghetti. A procura pela donzela como em Rastros de Ódio (1956), o isolamento de Django como Trilogia dos dólares já citada, a destreza absurda com o revolver de dupla ação como em TODOS os filmes de westerns e o sujeira dos vilões e os heróis engomados, como nos westerns dos anos 50, com John Wayne.

     A trilha sonora é ótima, indo desde EnnioMorricone e temas clássicos dos westernspaghetti até a RZA, em remixes bem elaborados que casam perfeitamente com a mistura temática.

     Django Livre pode até não ser o melhor trabalho de Tarantino, mas é muito bem o arco de revanchismo histórico iniciado por ele em “Bastardos Inglórios”, entregando ótimas atuações, cenas de ação exageradas e toscamente divertidas e muito humor negro. 

Nova Trilogia de Star Wars: Agora sob o comando de Mickey Mouse

janeiro 17, 2013 por · Deixar uma resposta 

Em maio de 1977 chegava aos cinemas dos EUA Star Wars tornando-se um fenômeno mundial de cultura popular. O primeiro filme da séria foi lançado com o título Star Wars, mais tarde o subtítulo Episódio 4: Uma Nova Esperança  passou a diferenciá-lo de uma hexalogia bilionária nos cinemas que rendeu ao seu criador, George Lucas, enorme prestígio e um império em produtos licenciados.

Star Wars além de foi um dos filmes que não permitiram a falência de Hollywood. O criador, George Lucas, junto com Francis Ford Coppola, Martin Scorsese e Steven Spielberg reergueram a indústria cinematográfica junto com a cultura da geração “sexo, drogas e rock ’n’ roll” que não visava lucro, mas sim a arte.

O marco do fim dos rebeldes se deu em 1977, quando foram lançados Star Wars, de George Lucas, e Contatos Imediatos de Terceiro Grau, de Steven Spielberg. Com estas duas obras, a mentalidade de Hollywood mudou. Era a revanche dos nerds contra a contracultura que tinha se tornado dominante em Hollywood. Teve início então à era dos blockbusters, que perdura até hoje.

O grande sucesso da série Star Wars está relacionado com o conceito do Mito do Herói ou Monomito, de Joseph Campbell. Dividida em três seções: Partida, Iniciação e Retorno. A Partida lida com o herói aspirando à sua jornada; a Iniciação contém as várias aventuras do herói ao longo de seu caminho; e o Retorno é o momento em que o herói volta a casa com o conhecimento e os poderes que adquiriu ao longo da jornada.

A saga refletiu nas produções de ficção científica nas últimas décadas e inovou o segmento de ficção científica e todo mérito é dado à George Lucas e sua inovação, criatividade e independência. Apesar de ser uma hexalogia, hoje, sua concepção é em forma de trilogia e segue o conceito do Mito do Herói: os 3 primeiros filmes (Uma Nova Esperança,1977, O Império Contra-Ataca, 1980, e O retorno de Jedi, 1983) mostram a jornada de Luke Skywalker; e os 3 últimos (A Ameaça Fantasma,1999, A Guerra dos Clones, 2002, e A Vingança dos Sith, 2005) a saga de Anakin Skywalker.

George Lucas desenvolveu toda série Star Wars agora anuncio que irá produzir mais uma “trilogia”, os episódios 7, 8 e 9, com o lançamento do Episódio 7 para 2015. Porém, os direitos agora são da Walt Disney, que adquiriu a produtora da série, a Lucasfilm, por US$4,05 bilhões. Após muitos diretores desistirem de filmar Star Wars Episódio 7, como Guillermo del Toro (Hellboy, Hellboy ll, Kung Fu Panda ll, O Gato de Botas), Zack Snyder (300, Watchmen), J.J. Abrams (Star Treck, Pearl Harbor) entre outro totalizando 14 diretores que recusaram o cargo, o Episódio 7 será dirigido por Matthew Vaughn diretor de X-Men: Primeira Classe.

Será que a The Walt Disney Company permitirá que Lucas continue a série com o roteiro original e com personagens com histórias amarradas ou os protagonistas serão refeitos para se adequarem às personalidades da Disney com pouco (ou nenhum) realismo e muito carisma e humor, mesmo nas cenas mais reais de ação?

Por: Leonardo Campos

Bottom