“Reboots” (por Leonardo Campos)

fevereiro 26, 2013 por  

Já não é novidade que os “reboots” estão na moda. Rebootar é fazer de um jeito diferente, contar uma história com diferentes enredos e até personagens. Diferente de reformular ou modernizar um filme. Nessa onda, Batman, Dredd e outros foram rebotados. Diferente, por exemplo, de X-men, que contou o início dos X-men, em X-men : Primeira Classe (2011), que aliás já tem uma sequencia em desenvolvimento. E O Vingador do Futuro (2012) que é a mesma história com os mesmos eventos e personagens do “original” de 1990 com o Arnold Schwarzenegger.

  Dentre os novos reboots vêm aí: O Homem de Aço, ou Superman, e Robocop, este    último sendo dirigido pelo José Padilha, o diretor de Tropa de Elite.

  O fato é, os reboots estão trazendo de volta os bons velhos filmes que sempre estiveram presentes na cultura moderna, visto que a cultura se altera de 5 em 6 anos. Seja na sessão da Tarde ou no extinto Cinema em Casa, esses filmes marcaram uma época, e marcaram várias gerações na mesma época. E esses são a gêneses de criação de filmes modernos, com personagens estilizados, com cenas em 3D e etc…

  A questão é: trazer de volta velhos bons filmes, significa falta de criatividade dos  produtores ou é “rebootar” a indústria cinematográfica? Por falta de informação, assistimos a esses reboots e esquecemos os originais e passamos a classifica-los  como porcaria. Vejam bem, não estou menosprezando os reboots, têm muito reboot bom (cito a trilogia do Batman, do Christopher Nolan), mas há outras maneiras de trazer o que é bom dos velhos filmes para a atualidade. Sugar o que já foi feito de bom dos old timers é maravilhoso, o que não pode é reembalar e vender como novo. Atentem para o cinema do Tarantino, o Django Livre que acabou de ganhar o Oscar de Melhor Roteiro ORIGINAL, vejam bem, Melhor Roteiro ORIGINAL, ORIGINAL !!! Django Livre “suga” uma parte generosa do faroeste das décadas de 50 até 70-80, e ganhou o Oscar de Melhor Roteiro ORIGINAL. O filme é grandioso e pouca gente reconhece os filmes que o Tarantino referencia e se baseia.

A rebootagem pode ser bem feita se realmente alguém quiser fazer um filme de maneira diferente utilizando novos conceitos de filmagem, de tecnologia e novos atores. Mas para fazer filme bom hoje, creio que conhecimento e inteligência resolvam facilmente. Tá aí o Tarantino para provar. É como o filho que chega para o pai e fala: “Papai, hoje a gente usa google, wikipedia, e “trabalhos prontos” para fazer o dever de casa. Na sua época, oq eu você usava? E o pai responde: A cabeça.

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